•     O Sentinela "Dois Milhões de Alemãs: O Maior Estupro em Massa da História foi um Crime Aliado-Soviético"
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    Dois Milhões de Alemãs: O Maior Estupro em Massa da História foi um Crime Aliado-Soviético

       
     

    O sol se põe sobre o Treptower Park, nos arredores de Berlim, e eu observo uma estátua que faz um desenho dramático contra o horizonte. Com 12 metros de altura, ela mostra um soldado soviético segurando uma espada numa mão e uma menina alemã na outra, pisando sobre uma suástica quebrada.

    A estátua marca um lugar onde estão enterrados 5 mil dos 80 mil soldados do Exército Vermelho mortos na Batalha por Berlim entre 16 de abril e 2 de maio de 1945.

    A proporção colossal do monumento reflete o sacrifício destes soldados. No entanto, para alguns, a estátua poderia ser chamada de Túmulo do Estuprador Desconhecido.

    Existem registros de que os soldados de Stalin atacaram um número bastante alto de mulheres na Alemanha e, em particular, na capital alemã, mas isto era raramente mencionado no país depois da guerra e o assunto ainda é tabu na Rússia de hoje.

    A imprensa russa rejeita o tema regularmente e diz tratar-se de um “mito espalhado pelo Ocidente”.

    Os manuscritos – que nunca foram publicados – mostram como a situação era difícil nos batalhões. (1)

    Uma das diversas fontes que revelam os vários casos de estupros cometidos durante a Segunda Guerra Mundial é o diário do oficial soviético judeu Vladimir Gelfand, que ao fim da batalha pôs seus relatos no papel.

     

    A estátua do soldado do Exército Vermelho presta homenagem aos soldados soviéticos mortos na tomada de Berlim, no fim da Segunda Guerra Mundial em plena capital alemã

    Em fevereiro de 1945, Gelfand estava perto da represa do rio Oder, preparando-se para a entrada em Berlim. Em seu diário, ele descreve como seus camaradas cercaram e dominaram um batalhão de mulheres militares.

    “As alemãs capturadas disseram que estavam vingando seus maridos mortos. Elas devem ser destruídas sem piedade. Nossos soldados sugeriram esfaqueamento das genitais, mas eu apenas as executaria”, escreveu.

    Uma das passagens mais reveladoras do diário de Gelfand é a do dia 25 de abril, quando ele narra a chegada a Berlim. Ele estava andando de bicicleta perto do rio Spree, a primeira vez que andou de bicicleta, quando cruzou com um grupo de mulheres alemãs carregando malas e pacotes. Em seu alemão ruim, ele perguntou para onde estavam indo e a razão de terem saído de casa.

    “Com horror em seus rostos, elas me disseram o que tinha acontecido na primeira noite da chegada do Exército Vermelho”, escreveu.

    “Eles cutucaram aqui a noite toda’, explicou a bela garota alemã, levantando a saia. ‘Eles eram velhos, alguns estavam cobertos de espinhas e todos eles montaram em mim e me cutucaram – não menos do que 20 homens’. Ela começou a chorar.”

    “‘Eles estupraram minha filha na minha frente e eles ainda podem voltar e estuprá-la de novo’, disse a pobre mãe. Este pensamento deixou todas aterrorizadas.”

    “‘Fique aqui’, a garota, de repente, se atirou em cima de mim, ‘durma comigo! Você pode fazer o que quiser comigo, mas só você!'”

    Enquanto o Exército Vermelho avançava, cartazes estimulavam os soldados soviéticos a mostrarem sua raiva: “Soldado: Você agora está em solo alemão. A hora da vingança chegou!”. (2)
     
     
    O Diário do judeu soviético Vladimir Gelfand trouxe revelações polêmicas sobre conduta de soldados soviéticos.
     
    O estupro em massa de mulheres na Alemanha
    A revista alemã Spiegel estima que os soviéticos estupraram cerca de 2 milhões de mulheres no território alemão e 100 mil em Berlim. A mesma fonte mostra que elas tinham, em média, cerca de 17 anos e cada uma foi estuprada, pelo menos, 12 vezes. Dessas vítimas, aproximadamente 12% morreram assinadas, por suicídio ou devido a os ferimentos causados pelos seus agressores. E quase metade delas adquiriram síndromes pós-traumático. (3)
    A doença soviética
    A população feminina era regularmente estuprada. Militares britânicos que se encontravam retidos em campos de concentração alemães, declararam após seu retorno:

    “Em torno de nosso campo, onde se localizam os povoados de Schlawe, Lauenburg, Buckow…..soldados soviéticos violentavam durante as primeiras semanas da sua presença todas crianças e mulheres entre 12 de 60 anos… Pais e maridos que intentassem protege-las eram assassinados, tal como eram assassinadas as mulheres que apresentassem resistissem à violência do estupro” (4)

    O historiador Norman M. Naimark chegou nas suas pesquisas ao numero de 2.000.000 (dois milhões) de alemãs vítimas de estupro. Em algumas regiões os casos se avolumaram tanto que houve a criação de cômodos especialmente destinados à prisão, tortura e violação sexual das vítimas, que, em muitos casos eram liberados somente após sofrerem estupros e tortura por dias seguidos. Um dos raros casos de relatos documentados é o livro “Anonyma- Eine Frau in Berlin” (Anonima-Uma mulher de Berlim), o diário de uma mulher berlinense, vítima dos abusos sexuais soviéticos do qual foi produzido o filme homônimo em 2008. (5) (6)
     
    Ele foi outro diário escrito durante a guerra, deste vez o da noiva de um soldado alemão ausente, mostra que algumas mulheres se adaptaram a estas circunstâncias horríveis para tentar sobreviver.
    O diário, anônimo, começou a ser escrito no dia 20 de abril de 1945, dez dias antes do suicídio de Hitler. Como no diário de Gelfand, a honestidade é brutal, o poder de observação é grande e há até demonstrações ocasionais de humor.
    Se descrevendo como uma “loira pálida que está sempre com o mesmo casaco de inverno”, a autora do diário descreve a vida dos vizinhos no abrigo contra bombas logo abaixo do prédio de apartamentos onde ela morava em Berlim, incluindo “um jovem em calças cinzas e óculos de armação de chifre que, em uma observação mais atenta, é, na verdade, uma jovem”, e três irmãs mais velhas, “espremidas, juntas, como um grande pudim”.

     
     
    Fotografia tirada pela SS de uma família morta. As duas mulheres apresentavam sinais de estupro
     
    Enquanto aguardam a chegada do Exército Vermelho, elas fazem piada dizendo “melhor um russo em cima do que um ianque sobre nossas cabeças”. Estupro é considerado melhor do que ser pulverizada por bombas. Mas quando os soldados chegam ao porão onde elas moram, as mulheres imploram para a autora do diário usar suas habilidades no idioma russo para reclamar ao comando soviético.
    Ela consegue encontrar um oficial no ambiente caótico da cidade, mas ele não toma providência alguma, apesar do decreto de Stalin proibindo a violência contra civis. “Vai acontecer de qualquer jeito”, diz.
     
     

    Russos molestando uma alemã
       
    Ao tentar voltar para seu apartamento, a autora do diário é estuprada no corredor e quase estrangulada; as mulheres que vivem no porão não abrem as portas durante o estupro, apenas depois que tudo acaba.

    “Minhas meias estão caídas em cima dos meus sapatos, ainda estou segurando o que sobrou da minha cinta-liga. Começo a gritar ‘Suas porcas! Eles me estupraram duas vezes aqui e vocês me deixaram largada como lixo!'”

    Com o passar do tempo, ela percebe que precisa achar um “lobo-chefe” que ponha fim aos estupros da “alcateia”. A relação entre agressor e vítima fica menos violenta, mais ambígua. Ela divide a cama com um oficial mais importante, vindo de Leningrado, com quem ela conversa sobre literatura e o sentido da vida.

    “Não posso falar, de maneira nenhuma, que o major está me estuprando. Estou fazendo isto por bacon, manteiga, açúcar, velas, carne enlatada…. Além do mais, gosto do major e, quanto menos ele quer de mim como homem, mais gosto dele como pessoa”, escreveu.

    Muitas de suas vizinhas fizeram acordos parecidos com os conquistadores.
    Este diário só foi publicado em 1959, depois da morte da autora, com o título “Uma Mulher em Berlim”, e foi criticado por “macular a honra das mulheres alemãs”. (?!)
    Em 2008, o diário da berlinense foi transformado em um filme, chamado de “Anonyma”, com uma atriz alemã conhecida, Nina Hoss. O filme teve um efeito catártico na Alemanha e estimulou muitas mulheres a falarem sobre suas experiências. (1)
     

    Mulheres cometem suicídio numa praça em Berlim (1946-48)
       
    Entre elas estava Ingeborg Bullert, hoje com 90 anos. Ela mora em Hamburgo, no norte da Alemanha. Em 1945, ela tinha 20 anos, sonhava em ser atriz e vivia com a mãe em Berlim.
    Quando o ataque soviético começou, ela se refugiou no porão do prédio – assim como a mulher no diário.

    “De repente havia tanques em nossa rua e, em toda parte, corpos de soldados russos e alemães”, disse.

    Durante uma pausa nos ataques aéreos, Ingeborg saiu do porão para pegar um pedaço de fio no apartamento, para montar um pavio para uma lâmpada.

    “De repente, havia dois soldados soviéticos apontando revólveres para mim. Um deles me obrigou a me expor e me estuprou, então eles trocaram de lugar e o outro me estuprou. Pensei que ia morrer, que eles iam me matar.”

    Ingeborg passou décadas sem falar sobre o crime.


    Ingeborg Bullert (hoje e na época do início da ocupação, quando tinha 20 anos) vive em Hamburgo e nunca falou sobre quando foi estuprada por soviéticos
     
    Os estupros afetaram mulheres em toda Berlim. Ingeborg lembra que as mulheres entre 15 e 55 anos tinham que fazer exames para doenças sexualmente transmissíveis.

    “Você precisava do atestado médico para conseguir os cupons de comida e lembro que todos os médicos faziam estes atestados e que as salas de espera estavam cheias de mulheres.”

    Ninguém sabe exatamente quantas mulheres foram vítimas de violência sexual de combatentes estrangeiros na Alemanha. O número mais citado estima em 100 mil as mulheres estupradas apenas em Berlim – e em dois milhões no território alemão.
    Há documentos que expõem um alto número de pedidos de aborto – contra a lei na época –, devido à “situação especial”.
    De acordo com Natalya Gesse, amiga de Andrei Sakharov, “os russos estupravam todas as mulheres de oito a oitenta anos”. (8) (9) (10)
    Enquanto pesquisava para o livro que lançou em 2002 sobre a queda de Berlim, o historiador Antony Beevor encontrou, no arquivo estatal da Federação Russa, documentos que detalham a violência sexual. Eles tinham sido enviados pela então polícia secreta, a NKVD, para o chefe desta polícia, Lavrentiy Beria, no final de 1944.

    “Eles foram passados para Stálin. Você pode até ver se eles foram lidos ou não – e eles relatam estupros em massa no leste da Prússia e a forma como as mulheres alemãs tentavam matar os filhos e se matar, para evitar os estupros”, disse. (1)

    O jurista Ingo von Münch constata em seu livro “Frau, komm!” (Mulher, venha!) que os casos de estupros de meninas e mulheres alemãs por integrantes do exército soviético indubitavelmente caracterizavam-se como crimes de guerra. Nunca em um País e em tão pouco tempo tantas mulheres sofreram violência e estupros por parte de soldados estrangeiros como em 1944 e 1945, na esteira da invasão soviética na Alemanha. Aterrador foi também a brutalidade dos maus tratos que as mulheres sofriam dos criminosos. (7)



    Mãe e filha ajoelhadas e surradas. A filha acabara de ser estuprada. Berlim ocupada pelos soviéticos (1945).
       
    O serviço alemão de informações militares Fremde Heere Ost, registrou as seguintes ocorrências de estupros: nas regiões orientais: 1.400.000 crimes; nas zonas de ocupação soviética exceto Berlim: 500.000 crimes e em Berlim: 100.000 crimes (11) (12)
    Após o verão de 1945, os soldados soviéticos flagrados cometendo tal ato recebiam punições de enforcamento ou prisão.
    Entretanto, os estupros continuaram até 1948, quando a Alemanha finalmente recuperou sua estrutura política e os soldados da União Soviética estavam apenas em postos de guarda, separados da população civil. (13) (14) (15)
    O embaraço russo com sua história hoje
    O Parlamento russo aprovou recentemente uma lei que afirma que qualquer pessoa que deprecie a história da Rússia na Segunda Guerra Mundial pode ter que pagar multas ou ser preso por até cinco anos.
    Uma jovem historiadora da Universidade de Humanidades de Moscou, Vera Dubina, só descobriu sobre os estupros depois de ir para Berlim devido a uma bolsa de estudos. Ela escreveu um estudo sobre o assunto, mas enfrentou dificuldades para publicá-lo.
    Vitaly Gelfand, filho do autor do diário, Vladimir Gelfand, não nega que muitos soldados soviéticos demonstraram bravura e sacrifício durante a guerra, mas, segundo ele, esta não é a única história.


    Vitaly Gelfand, filho de Vladimir, luta para ter diário do pai publicado na Rússia
       
    Recentemente, Vitaly deu uma entrevista em uma rádio russa que desencadeou uma onda de “trollagem” antissemita em redes sociais, vejam só que contradição. Muitos disseram que o diário é falso e que Vitaly deveria emigrar para Israel. Mesmo assim, Vitaly espera que o diário seja publicado na Rússia ainda neste ano. Partes dele já foram traduzidas para o alemão e para o sueco.

    “Se as pessoas não querem saber a verdade, estão apenas se iludindo. O mundo todo entende (que ocorreram estupros), a Rússia entende e as pessoas por trás das novas leis sobre difamar o passado, até elas entendem. Não podemos avançar sem olhar para o passado”, disse.

    É provável que nunca se saiba o número real. Tribunais militares soviéticos e outras fontes continuam secretas.
    Setenta anos depois do fim da guerra, pesquisas ainda revelam a dimensão da violência sexual sofrida pelas alemãs nas mãos não apenas dos soviéticos, mas também de americanos, dos britânicos e dos franceses. (1)
     
    Os estupros dos Aliados
    O livro da Professora Miriam Gebhardt, “When the soldiers came” (Quando os soldados vieram), inclui entrevistas com vítimas, histórias de crianças de estupro e pesquisas que realizou ao longo de um ano e meio em registros de nascimento na Alemanha Ocidental ocupada pelos aliados e Berlim Ocidental. Ele estima que soldados franceses, britânicos e americanos estupraram 860 mil alemães no final da segunda guerra mundial, incluindo 190 mil agressões sexuais por soldados americanos.

    “Agora, 70 anos após a guerra, é longo o tempo em que se poderia suspeitar de lidar com a vitimização alemã”, disse Gebhardt, autor e palestrante da Universidade de Konstanz, ao The Local“Não há mais a questão de se querer relativizar a responsabilidade dos alemães pela Segunda Guerra Mundial e pelo Holocausto”.

    Gebhardt disse que chegou a esse número de agressões sexuais ao estimar a dos chamados “filhos da guerra” nascidos de mulheres alemãs não casadas na década de 1950, cinco por cento eram produtos de estupro.

    Ela também estima que, para cada nascimento, houve 100 estupros, inclusive de homens e meninos.

    Cadáver de criança alemã em Nemmersdorf (PRU)
       

    Os números de Gebhardt são maiores do que as estimativas anteriores. Um livro bem recebido de 2003 pelo professor americano de criminologia J. Robert Lilly, Tomado pela Força, estimou que soldados americanos cometeram cerca de 11 mil estupros na Alemanha.

    Enquanto o artigo publicado pela Der Spiegel levantou questões sobre se os números de Gebhardt refletiam com precisão a incidência de agressão sexual na Alemanha pós-guerra, Lilly disse ao Local que suas estimativas eram certamente razoáveis.

    “Os números de Gebhardt são plausíveis, mas seu trabalho não é uma conta definitiva”, disse Lilly em entrevista ao The Local, explicando que nenhum número exato poderia ser conhecido por falta de registros.

    “É a confirmação da pesquisa que fiz e acrescenta a essa discussão em curso sobre o que acontece no baixo da guerra – O que se passa com o qual não falamos”.

    Grande parte da discussão de que os ataques sexuais contra os alemães concentrou-se nas tropas soviéticas no leste da Alemanha, que se estimam ter cometido entre um a dois milhões de estupros durante seu tempo. Mas Gebhardt disse que queria desafiar a suposição de que era apenas o Exército Vermelho que era responsável por tais atos.

    “Goebbels advertiu o que o Exército Vermelho faria com a Alemanha: estuprar mulheres e cometer atrocidades contra civis… As pessoas que fossem ocupadas por tropas ocidentais e não pelos soviéticos”, disse ela. “Mas o curso dos eventos foi o mesmo. Ambos os lados saquearam objetos de valor e lembranças, e os soldados muitas vezes cometem violações de gangues contra as mulheres “.

    A pesquisa de Gebhardt também incluiu registros de sacerdotes da Baviera que registraram o avanço dos Aliados em 1945, incluindo uma descrição que diz:

    “o evento mais triste durante o avanço foram três estupros, um em uma mulher casada, um em uma única mulher e um em uma menina imaculada de 16 -e meio. Eles foram cometidos por americanos fortemente bêbados “.

    O livro pinta uma imagem muito mais escura do que o que muitas vezes se vê no cinema e na literatura das tropas aliadas que libertaram os alemães do regime nazista e, assim, poderiam levar tempo para as pessoas absorverem completamente, disse Lilly.

    “Será resistido até certo ponto. Existem estudiosos americanos que não gostariam, porque podem pensar que os crimes de guerra cometidos pelos alemães serão menos ruins “, disse Lilly.

    Isso chama com a atitude de Gebhardt em relação ao seu trabalho, que ela diz que visa simplesmente expor o horror de tais ações na guerra. As violações “duraram anos, não apenas no momento da conquista”, acrescentou.

    “Eles não eram apenas parte da violência que ocorreram nas últimas semanas e dias da guerra, mas continuaram por anos”. (2)

    Os esquadrões negros

    Götz Aly, um popular historiador, acusou soldados negros do exército dos Aliados de estupro sistemático de mulheres alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. Autor do livro “Hitler’s Beneficiaries” (Beneficiários de Hitler), fez seus comentários durante uma coletiva de imprensa na mostra “O Terceiro Mundo na Segunda Guerra Mundial”, que acontece em Berlim, reconhecendo o papel de milhares de africanos e asiáticos na derrota do nacional-socialismo alemão.

    Embora convidado a palestrar, Aly recusou o que chamou de versão “politicamente correta” da história e argumentou que, na verdade, pessoas de países colonizados tinham um “interesse paralelo” com os nacional-socialistas para derrotar as nações imperialistas como Inglaterra e França.

    Batalhões de homens negros do exército Aliado norte-americano na Normandia em 1944

     

    Ele comparou o comportamento de soldados negros britânicos e franceses com os notórios estupros em massa perpetrados pelos russos no leste da Alemanha e em Berlim.

    “Toda cidade do sudoeste da Alemanha pode contar histórias de estupro por soldados negros, que não têm nada de diferente dos russos na forma sistemática”, disse Aly.

    Ele também descreveu os soldados negros, asiáticos britânicos e franceses como “libertadores não-livres”, cuja contribuição para derrotar Hitler, portanto, não deveria ser celebrada.

    O estupro era prática comum durante a queda da Alemanha, mas os historiadores concordam que Exército Vermelho foi responsável pela imensa maioria dos abusos sexuais.

    Dennis Goodwin, presidente da Associação dos Veteranos da Primeira Guerra Mundial, que também fala por outros veteranos – e ele mesmo um veterano da Birmânia durante a Segunda Guerra – disse que as declarações de Aly não fazem sentido.

    “Não há comparação com os russos, que se gabam abertamente disso. Há muitos historiadores que desafiariam essa visão. Não posso falar por franceses ou americanos, mas não havia batalhões negros britânicos na Alemanha”, ele disse.

    Aly em “Hitler’s Beneficiaries”, argumenta que os nacional-socialistas alemães distribuíram equitativamente os bens tomados dos judeus e dos países europeus conquistados. (16)

    Estupros dentro do exército norte-americano são comuns até hoje
    Ser mulher dentro dos campos de batalha é, muitas vezes, mais perigoso do que ser o inimigo. O documentário americano “The Invisible War” (A Guerra Invisível) mostra depoimentos de 100 mulheres que foram vítimas de estupro dentro do quartel do exército dos Estados Unidos.
    As diversas mulheres foram violentadas por seus colegas e/ou superiores. Segundo o documentário, só em 1991, quase duas décadas atrás, o Congresso Americano estimou que, até então, 200 mil mulheres tinham sido abusadas sexualmente no exército dos EUA.
    Mas esses são os números de mulheres que conseguiram registrar a queixa. Quase todas as vítimas tinham seus cargos ameaçados sempre que tentavam denunciar os crimes. A advogada Susan Burke, uma das fontes do documentário, conta que “ouvia repetitivamente das soldadas ‘um estupro pode ser algo ruim, mas sabe o que é ainda pior? Receber uma receber retaliação profissional em sua carreira escolhida. Simplesmente porque elas foram estupradas”.
    “Mesmo com o kit de estupro e tudo mais e com meu amigo pegando meu agressor no flagra, ainda assim, eles não quiseram acreditar em mim quando fui denunciar”, conta Christina Jones.
    O estupro deixa marca psicológicas e físicas difíceis de serem cicatrizadas. Kori Cioca fazia parte da guarda costeira americana quando foi violentada pelo seu superior. Seu rosto foi tão machucado durante o ato, que até hoje ela possui complicações no maxilar e vive há anos em uma dieta de apenas gelatinas, purês, papas e comidas batidas, porque não consegue mais mastigar qualquer tipo de comida.
    As guerras são períodos onde todos sofrem muito. Sejam mulheres, homens, crianças ou animais. Mas o crime de estupro  é uma batalha enfrentada diariamente e de forma desleal, no qual o inimigo é sempre desconhecido e o ataque, geralmente, inesperado. (3)
     
     
     
     
     
     
     
    NOTES AND REFERENCES:
     
    (1) -  BBC Brazil: "70 years after end of war, gang rape of German is still little known episode", 08 May 2015. (Available at: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/ 2015/05 / 150508_estupro_berlim_segunda_guerra_fn). Retrieved February 10, 2018.
     
    (2) - The Local: "Allies raped almost 1m Germans: academic," March 05, 2015. (Available at:https://www.thelocal.de/20150305/book-world-war-ii-allied-soldiers Nearly -raped---Germans 1mil ). Retrieved February 10, 2018.
     
    (3) - Case study: "Rape Crimes in World War II and in the American army." Available at: (https://www.estudopratico.com.br/crimes-de-estupro-na-segunda-guerra-mundial-e-dentro-do-exercito-americano/ ). Retrieved February 10, 2018.
     
    (4) -  Congressional Record, Senate, Washington, 4. Dezember 1945, S. 11374, in Alfred M. Zayas Die Anglo-Amerikaner Vertreibung und die der Deutschen, Ullstein, 1988, S. 87.
     
    Original: ( "im Gebiet one Internierungslager unser, wo die Orte Schlawe, Lauenburg, Buckow [...] Lagen, vergewaltigten Sowjetische Soldaten in den ersten Wochen nach der Eroberung jede Frau und jedes Mädchen zwischen 12 und 60 Jahren. [...] Väter und Gatten , die versuchten, die Frauen zu schützen, erschossen wurden, und Mädchen, die zu viel Wiederstand leisteten, wurden ebenfalls ermordet " )
     
    (5) - Die Russen Norman M. Naimark in Deutschland, 1997, ISBN 3549055994
     
    (6) - Anonyma, eine Frau in Berlin-Tagebuchaufzeichnungen vom 20. bis zum 22. Juni April 1945, Berlin 2005, ISBN 3-44273-216-6.
     
    (7) -  Vgl. Ingo von Münch, "Frau, Komm!" AAO, S. 10 -15.
     
    (8) -   Helke Sander / Barbara Johr: BeFreier und Befreite, Fischer, Frankfurt 2005
     
    (9) -  Seidler / Zayas: Kriegsverbrechen in Europa und im Nahen Osten im 20. Jahrhundert, Mittler, Hamburg Berlin Bonn 2002
     
    (10) -  Naimark. The Russians in Germany, p. 79
     
    (11) -  . Bundesarchiv / Militärarchiv Freiburg Akten Fremde Heere Ost Bestand H3, Bd 483, 657, 665, 667, 690 Bundesarchiv Koblenz Ostdokumentensammlung Ost-Dok. 2 No. 8,13,14.; Ost-Dok. 2/51, 2/77, 2/96
     
    (12) -  Archiv der Charite Berlin und Landesarchiv
     
    (13) - Helke Sander / Barbara Johr: BeFreier und Befreite, Fischer, Frankfurt 2005
    (14) -  Seidler / Zayas: Kriegsverbrechen in Europa und im Nahen Osten im 20. Jahrhundert, Mittler, Hamburg Berlin Bonn 2002
     
    (15) -  Naimark. The Russians in Germany, p. 79 (16) -  The Telegraph: "Mahatma Gandhi 'was one of the Nazis' greatest friends' German historian claims"  September 4, 2009.  Available at: (http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews /europe/germany/6140002/Mahatma-Gandhi-was-one-of-Nazis-greatest-friends-German-historian-claims.html ) . Retrieved February 10, 2018.
     
     
     
     
     
     
     
    BIBLIOGRAPHY:
     
     
    Helke Sander und Barbara Johr, BeFreier und Befreite. Krieg, Vergewaltigung, Kinder, Fischer Taschenbuch Verlag (2005), ISBN 3-596-16305-6
     
    Reichling G., Die deutschen Vertriebenen in Zahlen, Bonn, 1986, 1989
     
     Heinz Nawratil: 44. Massenvergewaltigungen bei der Besetzung Ostdeutschlands durch die Rote Armee. In Franz W. Seidler, Alfred M. Zayas Kriegsverbrechen in Europe und im im Osten Nahen 20. Jahrhundert. Mittler, Hamburg 2002, ISBN 3-8132-0702-1, S. 121-123
     
     
     
     

     




    Andre Marques





    Brazilian, born in 1993 in the city of Fortaleza, pursuing a BA in Law from the University of Fortaleza. It has self knowledge in the area of economics, political science and amateur historical research with emphasis on unconventional topics or scorned by the official academicism. 

    After serving for many years in the business and commercial marketing, he founded the blog The Sentinel (current site) where today is editor, one of the drafters and one of the columnist.

     

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    Brasilien/Brasilianisches Portugiesisch




     

      

     

    Zwei Millionen Deutsche: Die größte Massenvergewaltigung der Geschichte war ein Verbrechen der Alliierten und der Sowjetunion

     
     

      

    Die Sonne geht über dem Treptower Park am Stadtrand von Berlin unter, und ich sehe eine Statue, die sich dramatisch am Horizont abzeichnet. In 12 Metern Höhe zeigt sie einen sowjetischen Soldaten, der ein Schwert in der einen und ein deutsches Mädchen in der anderen Hand hält und auf ein Hakenkreuz tritt.

    Die Statue markiert einen Ort, an dem 5.000 der 80.000 in der Schlacht um Berlin getöteten Soldaten der Roten Armee zwischen dem 16. April und dem 2. Mai 1945 beigesetzt sind.

    Der kolossale Anteil des Denkmals spiegelt das Opfer dieser Soldaten wider. Für einige könnte die Statue jedoch das Grab des unbekannten Rappers genannt werden.

    Es gibt Aufzeichnungen darüber, dass Stalins Soldaten eine relativ große Anzahl von Frauen in Deutschland und insbesondere in der deutschen Hauptstadt angegriffen haben, aber dies wurde im Land nach dem Krieg selten erwähnt und das Thema ist in Russland bis heute tabu.

    Die russische Presse lehnt das Thema regelmäßig ab und sagt, es sei ein "vom Westen verbreiteter Mythos".

    Die Manuskripte - die nie veröffentlicht wurden - zeigen, wie schwierig es in den Bataillonen war. (1)

    Eine von mehreren Quellen, die die verschiedenen Fälle von Vergewaltigungen während des Zweiten Weltkriegs aufdecken, ist das Tagebuch des sowjetischen Beamten Vladimir Gelfand, der am Ende der Schlacht seine Berichte zu Papier brachte.

    Die Statue des Soldaten der Roten Armee ist eine Hommage an die sowjetischen Soldaten, die am Ende des Zweiten Weltkriegs mitten in der deutschen Hauptstadt im Berliner Außenposten getötet wurden

    Im Februar 1945 war Gelfand in der Nähe des Oder-Damms und bereitete sich auf die Einfahrt nach Berlin vor. In seinem Tagebuch beschreibt er, wie seine Kameraden ein Bataillon von Militärfrauen umzingelten und dominierten.

    "Die gefangenen Deutschen sagten, sie würden ihre toten Ehemänner rächen. Sie müssen gnadenlos zerstört werden. Unsere Soldaten schlugen vor, die Genitalien zu erstechen, aber ich würde sie nur hinrichten " , schrieb er.

    Eine der aufschlussreichsten Passagen in Gelfands Tagebuch ist die vom 25. April, als er von seiner Ankunft in Berlin berichtet. Er fuhr Fahrrad in der Nähe der Spree, als er zum ersten Mal mit einer Gruppe deutscher Frauen Koffer und Pakete trug. In seinem schlechten Deutsch fragte er, wohin sie gingen und warum sie das Haus verließen.

    "Mit Entsetzen im Gesicht erzählten sie mir, was in der ersten Nacht der Ankunft der Roten Armee passiert war " , schrieb er.

    "Sie haben die ganze Nacht hier gestupst", erklärte das schöne deutsche Mädchen und hob ihren Rock. "Sie waren alt, einige waren mit Pickeln übersät, und alle stießen mich an - nicht weniger als 20 Männer." Sie fing an zu weinen. "

    "Sie haben meine Tochter vor meinen Augen vergewaltigt, und sie können immer noch zurückgehen und sie wieder vergewaltigen", sagte die arme Mutter. Dieser Gedanke erschreckte sie alle. "

    "'Bleib hier,' fiel das Mädchen plötzlich auf mich, 'schlaf mit mir! Du kannst mit mir machen, was du willst, aber nur mit dir! "

    Während die Rote Armee vorrückte, ermutigten Plakate die sowjetischen Soldaten, ihren Zorn zu zeigen: "Soldat: Sie sind jetzt auf deutschem Boden. Die Zeit der Rache ist gekommen! " (2)

    Das sowjetische Judentagebuch Vladimir Gelfand brachte kontroverse Enthüllungen über das Verhalten sowjetischer Soldaten.
    Die Massenvergewaltigung von Frauen in Deutschland
    Das deutsche Magazin Spiegel schätzt, dass die Sowjets rund 2 Millionen Frauen auf deutschem Gebiet und 100.000 in Berlin vergewaltigt haben. Dieselbe Quelle zeigt, dass sie im Durchschnitt etwa 17 Jahre alt waren und jeweils mindestens 12 Mal vergewaltigt wurden. Von diesen Opfern starben etwa 12% unter Vertrag, entweder durch Selbstmord oder aufgrund von Verletzungen, die von ihren Angreifern verursacht wurden. Und fast die Hälfte von ihnen hat ein posttraumatisches Syndrom. (3)
    Die sowjetische Krankheit
    Die weibliche Bevölkerung wurde regelmäßig vergewaltigt. Britische Soldaten, die in deutschen Konzentrationslagern festgehalten wurden, erklärten nach seiner Rückkehr:

    "Um unser Lager, wo die Dörfer Schlawe, Lauenburg, Buckow ... sowjetische Soldaten in den ersten Wochen ihrer Anwesenheit vergewaltigt wurden, waren alle Kinder und Frauen zwischen 12 und 60 Jahren ... Eltern und Ehemänner, die versuchten, sie zu schützen ermordet, genau wie Frauen, die sich Vergewaltigungen widersetzt hatten, ermordet wurden " (4)

    Der Historiker Norman M. Naimark kam bei seinen Ermittlungen auf die Zahl von 2.000.000 (zwei Millionen) deutschen Vergewaltigungsopfern. In einigen Regionen sind die Fälle so groß geworden, dass spezielle Räume für die Verhaftung, Folter und Vergewaltigung von Opfern eingerichtet wurden, die oft erst freigelassen wurden, nachdem sie tagelang Vergewaltigungen und Folter ausgesetzt waren. Einer der seltenen Fälle dokumentierter Berichte ist das Buch " Anonyma-Eine Frau in Berlin" , das Tagebuch einer Berlinerin, die Opfer des sexuellen Missbrauchs der Sowjets wurde und das 2008 den gleichnamigen Film produzierte. ( 5) (6)
     
    Es war ein weiteres Tagebuch, das während des Krieges geschrieben wurde. Diesmal zeigt die Braut eines abwesenden deutschen Soldaten, dass sich einige Frauen an diese schrecklichen Umstände gewöhnt haben, um zu versuchen, zu überleben.
    Anonym begann das Tagebuch am 20. April 1945, zehn Tage vor Hitlers Selbstmord. Wie in Gelfands Tagebuch ist Ehrlichkeit brutal, die Beobachtungsgabe groß und es gibt sogar gelegentliche Demonstrationen von Humor.
    Die Tagebuchautorin beschreibt sich selbst als "blasse Blondine, die immer den gleichen Wintermantel trägt" undbeschreibt das Leben der Nachbarn im Luftschutzbunker direkt unterhalb des Wohnhauses, in dem sie in Berlin lebte, einschließlich eines "jungen Mannes in grauen Hosen" und Hornbrille, die bei näherer Betrachtung tatsächlich eine junge Frau ist, "und drei ältere Schwestern," die wie ein großer Pudding zusammengepresst sind. "

    Aufnahme der SS einer verstorbenen Familie. Beide Frauen hatten Anzeichen von Vergewaltigung
    Während sie auf die Ankunft der Roten Armee warten, machen sie sich lustig darüber zu sagen "besser ein Russe als ein Yankee über unseren Köpfen" . Vergewaltigung gilt als besser, als von Bomben gesprüht zu werden. Aber als die Soldaten in dem Keller ankommen, in dem sie leben, bitten die Frauen die Autorin des Tagebuchs, ihre Russischkenntnisse zu nutzen, um sich beim sowjetischen Kommando zu beschweren.
    Sie ist in der Lage, einen Offizier in der chaotischen Umgebung der Stadt zu finden, aber er ergreift keine Maßnahmen, obwohl Stalin die Gewalt gegen Zivilisten verboten hat. "Es wird sowieso passieren" , sagt er.

    Russen belästigen einen Deutschen
    Beim Versuch, in ihre Wohnung zurückzukehren, wird die Verfasserin des Tagebuchs im Korridor vergewaltigt und fast erwürgt; Die Frauen, die im Keller wohnen, öffnen ihre Türen während der Vergewaltigung nicht, erst wenn alles vorbei ist.

    "Meine Socken sind unten an meinen Schuhen, ich halte immer noch die Reste meines Strumpfgürtels. Ich fange an zu schreien 'Deine Nüsse! Sie haben mich hier zweimal vergewaltigt und du hast mich einfach gehen lassen wie Mist! '"

    Mit der Zeit merkt sie, dass sie einen "Chefwolf" finden muss, um den "Rudel" -Vergewaltigungen ein Ende zu setzen.Die Beziehung zwischen Angreifer und Opfer wird weniger gewalttätig, mehrdeutig. Sie teilt sich das Bett mit einem wichtigeren Offizier aus Leningrad, mit dem sie über Literatur und den Sinn des Lebens spricht.

    "Ich kann in keiner Weise sagen, dass der Major mich vergewaltigt. Ich mache das für Speck, Butter, Zucker, Kerzen, Fleischkonserven ... Außerdem mag ich den Major, und je weniger er mich als Mann will, desto mehr mag ich ihn als Person ", schrieb er.

    Viele seiner Nachbarn haben ähnliche Vereinbarungen mit den Eroberern getroffen.
    Dieses Tagebuch wurde erst 1959 nach dem Tod des Autors mit dem Titel "Eine Frau in Berlin" veröffentlicht und wegen "Anlaufens der Ehre deutscher Frauen" kritisiert. (?!)
    2008 wurde aus dem Berliner Tagebuch ein Film namens " Anonyma" mit der bekannten deutschen Schauspielerin Nina Hoss. Der Film hatte eine kathartische Wirkung in Deutschland und ermutigte viele Frauen, über ihre Erfahrungen zu sprechen. (1)

    Frauen begehen Selbstmord auf einem Platz in Berlin (1946-48)
    Darunter war auch die 90-jährige Ingeborg Bullert. Sie lebt in Hamburg, Norddeutschland. 1945 war sie 20, träumte von einer Schauspielerin und lebte mit ihrer Mutter in Berlin.
    Als der sowjetische Angriff begann, suchte sie Zuflucht im Keller des Gebäudes - genau wie die Frau im Tagebuch.

    "Plötzlich standen Panzer auf unserer Straße und überall Leichen russischer und deutscher Soldaten" , sagte er.

    Während einer Pause bei den Luftangriffen kam Ingeborg aus dem Keller und holte ein Stück Draht in die Wohnung, um einen Docht für eine Glühbirne zu montieren.

    "Plötzlich richteten zwei sowjetische Soldaten Waffen auf mich. Einer von ihnen zwang mich, mich zu entlarven und vergewaltigte mich, also tauschten sie Plätze und der andere vergewaltigte mich. Ich dachte, ich würde sterben, dass sie mich töten würden. "

    Ingeborg verbrachte Jahrzehnte ohne über Kriminalität zu sprechen.

    Ingeborg Bullert (heute und zu Beginn der Besatzung, als sie 20 Jahre alt war) lebt in Hamburg und hat nie darüber gesprochen, wann sie von Sowjets vergewaltigt wurde
    Die Vergewaltigungen haben Frauen in ganz Berlin getroffen. Ingeborg erinnert sich, dass Frauen zwischen 15 und 55 Jahren auf sexuell übertragbare Krankheiten untersucht werden mussten.

    "Sie brauchten das ärztliche Attest, um die Lebensmittelmarken zu bekommen, und ich erinnere mich, dass alle Ärzte diese Atteste ausgestellt haben und die Warteräume voller Frauen waren."

    Niemand weiß genau, wie viele Frauen in Deutschland von ausländischen Kämpfern sexuell missbraucht wurden. Die am häufigsten genannte Zahl wird auf 100.000 Frauen geschätzt, die allein in Berlin vergewaltigt wurden - und zwei Millionen auf deutschem Gebiet.
    Es gibt Dokumente, die - aufgrund der "besonderen Situation" - eine hohe Zahl von Abtreibungsansprüchen gegen das damalige Gesetz aufdecken.
    Natalya Gesse, Freundin von Andrei Sacharow, sagte: "Die Russen haben alle Frauen im Alter von acht bis achtzig Jahren vergewaltigt." (8) (9) (10)
    Der Historiker Antony Beevor recherchierte für das Buch, das er 2002 über den Fall Berlins herausgebracht hatte, und fand im Staatsarchiv der Russischen Föderation Dokumente über sexuelle Gewalt. Sie waren Ende 1944 von der damaligen Geheimpolizei, dem NKWD, an den Chef dieser Polizei, Lavrentiy Beria, geschickt worden.

    "Sie wurden an Stalin weitergegeben. Man kann sogar sehen, ob sie gelesen wurden oder nicht - und sie berichten von Massenvergewaltigungen in Ostpreußen und davon, wie deutsche Frauen versuchten, ihre Kinder zu töten und sich selbst zu töten, um Vergewaltigungen zu vermeiden " , sagte er. (1)

    Der Anwalt Ingo von Münch stellt in seinem Buch "Frau, komm!" Fest, dass die Fälle der Vergewaltigung deutscher Mädchen und Frauen durch Angehörige der sowjetischen Armee zweifellos als Kriegsverbrechen charakterisiert wurden. Nie in einem Land und in so kurzer Zeit erlitten so viele Frauen Gewalt und Vergewaltigung durch ausländische Soldaten wie in den Jahren 1944 und 1945 nach dem sowjetischen Einmarsch in Deutschland.Erschreckend war auch die Brutalität der Misshandlung von Frauen durch Kriminelle. (7)

    Mutter und Tochter kniend und geschlagen. Ihre Tochter war gerade vergewaltigt worden. Berlin von den Sowjets besetzt (1945).
    Der deutsche Militärgeheimdienst Fremde Heere Ost verzeichnete folgende Vergewaltigungsvorfälle: in den östlichen Regionen: 1.400.000 Straftaten; in Gebieten der sowjetischen Besatzung außer Berlin: 500.000 Straftaten und in Berlin: 100.000 Straftaten (11) (12)
    Nach dem Sommer 1945 erhielten die sowjetischen Soldaten, die eine solche Tat begingen, Strafen wegen Hängens oder Gefängnisses.
    Die Vergewaltigungen dauerten jedoch bis 1948, als Deutschland endlich seine politische Struktur wiedererlangte und die Soldaten der Sowjetunion nur noch auf von der Zivilbevölkerung getrennten Wachposten saßen. (13) (14) (15)
    Die russische Verlegenheit mit seiner Geschichte heute
    Das russische Parlament hat kürzlich ein Gesetz verabschiedet, das vorsieht, dass jeder, der die Geschichte Russlands im Zweiten Weltkrieg abwertet, Geldstrafen zahlen oder bis zu fünf Jahre inhaftiert werden muss.
    Die junge Historikerin Vera Dubina von der Moskauer Universität für Geisteswissenschaften erfuhr von den Vergewaltigungen erst, als sie aufgrund eines Stipendiums nach Berlin kam. Sie schrieb eine Studie zu diesem Thema, bemühte sich jedoch, sie zu veröffentlichen.
    Vitaly Gelfand, der Sohn des Journalisten Vladimir Gelfand, bestreitet nicht, dass viele sowjetische Soldaten während des Krieges Tapferkeit und Opfer gezeigt haben, aber dies ist seiner Meinung nach nicht die einzige Geschichte.

    Vitaly Gelfand, Sohn von Vladimir, hat Mühe, das Tagebuch seines Vaters in Russland zu veröffentlichen
    Kürzlich gab Vitaly ein Interview in einem russischen Radio, das eine Welle von antisemitischem "Trolling" in sozialen Netzwerken auslöste. Sehen Sie, was für ein Widerspruch. Viele haben gesagt, dass das Tagebuch falsch ist und Vitaly nach Israel auswandern sollte. Trotzdem hofft Vitaly, dass das Tagebuch noch in diesem Jahr in Russland veröffentlicht wird. Teile davon wurden bereits ins Deutsche und Schwedische übersetzt.

    "Wenn die Leute die Wahrheit nicht wissen wollen, machen sie nur Spaß. Die ganze Welt versteht (dass es zu Vergewaltigungen gekommen ist), Russland versteht und die Menschen hinter den neuen Gesetzen über die Verleumdung der Vergangenheit, auch wenn sie es verstehen. Wir können nicht weitermachen, ohne auf die Vergangenheit zu schauen ", sagte er.

    Die reale Zahl kann nie bekannt sein. Sowjetische Militärgerichte und andere Quellen bleiben geheim.
    Siebzig Jahre nach Kriegsende zeigt die Forschung immer noch das Ausmaß der sexuellen Gewalt, die die Deutschen nicht nur in den Händen der Sowjets, sondern auch der Amerikaner, Briten und Franzosen erleiden. (1)
     
    Vergewaltigungen der Alliierten
    Professor Miriam Gebhardts Buch "Als die Soldaten kamen" enthält Interviews mit Opfern, Geschichten von Vergewaltigungskindern und Forschungen, die er über eineinhalb Jahre lang in Geburtsakten in Westdeutschland durchgeführt hat Verbündete und Westberlin. Er schätzt, dass französische, britische und amerikanische Soldaten am Ende des Zweiten Weltkriegs 860.000 Deutsche vergewaltigten, darunter 190.000 sexuelle Übergriffe amerikanischer Soldaten.

    "Jetzt, 70 Jahre nach dem Krieg, gibt es eine lange Zeit, in der man vermuten könnte, dass es sich um eine deutsche Viktimisierung handelt ", sagte Gebhardt, Autor und Dozent an der Universität Konstanz bei The Local . "Es geht nicht mehr darum, die Verantwortung der Deutschen für den Zweiten Weltkrieg und den Holocaust relativieren zu wollen."

    Gebhardt sagte, er habe diese Anzahl sexueller Übergriffe erreicht, indem er die sogenannten "Kriegskinder" schätzte, die in den 1950er Jahren unverheirateten deutschen Frauen geboren wurden. Fünf Prozent seien Vergewaltigungsprodukte.

    Sie schätzt auch, dass es pro Geburt 100 Vergewaltigungen gab, darunter Männer und Jungen.

    Deutsche Kinderleichen in Nemmersdorf (PRU)

    Gebhardt-Zahlen sind größer als frühere Schätzungen. Ein 2003 von dem amerikanischen Kriminologieprofessor J. Robert Lilly gut aufgenommenes Buch schätzt, dass amerikanische Soldaten in Deutschland etwa 11.000 Vergewaltigungen begangen haben.

    Während in dem Artikel von Der Spiegel die Frage aufgeworfen wurde, ob die Zahlen von Gebhardt die Häufigkeit sexueller Übergriffe in Deutschland nach dem Krieg korrekt widerspiegeln, erklärte Lilly dem Local, dass ihre Schätzungen mit Sicherheit vernünftig seien.

    "Gebhardts Zahlen sind plausibel, aber seine Arbeit ist kein definitiver Bericht ", erklärte Lilly in einem Interview mit The Local, dass aus Mangel an Aufzeichnungen keine genauen Zahlen bekannt sein könnten.

    "Es ist die Bestätigung meiner Forschungen und ergänzt diese laufende Diskussion darüber, was im Krieg vor sich geht - wovon wir nicht sprechen."

    Ein Großteil der Diskussion, dass die sexuellen Angriffe auf die Deutschen sich auf die sowjetischen Truppen in Ostdeutschland konzentrierten, die in ihrer Zeit schätzungsweise zwischen einer und zwei Millionen Vergewaltigungen begangen haben. Aber Gebhardt sagte, er wolle sich der Annahme widersetzen, dass nur die Rote Armee für solche Taten verantwortlich sei.

    "Goebbels warnte, was die Rote Armee Deutschland antun würde: Frauen vergewaltigen und Gräueltaten gegen Zivilisten begehen ... Menschen, die eher von westlichen Truppen als von den Sowjets besetzt waren", sagte sie. "Aber der Ablauf war der gleiche. Beide Seiten plünderten Wertsachen und Souvenirs, und Soldaten vergewaltigten häufig Frauen. "

    Gebhardts Nachforschungen umfassten auch Aufzeichnungen von bayerischen Priestern, die den Vormarsch der Alliierten 1945 aufzeichneten, einschließlich einer Beschreibung, die besagt:

    "Das traurigste Ereignis während des Durchbruchs waren drei Vergewaltigungen, eine bei einer verheirateten Frau, eine bei einer alleinstehenden Frau und eine bei einem makellosen 16,5-jährigen Mädchen. Sie wurden von stark betrunkenen Amerikanern begangen. "

    Das Buch malt ein viel dunkleres Bild als das, was in den Filmen und in der Literatur der alliierten Truppen oft zu sehen ist, die die Deutschen vom Naziregime befreiten und sich deshalb die Zeit nehmen könnten, damit die Menschen es vollständig aufnehmen können, sagte Lilly.

    "Es wird bis zu einem gewissen Grad widerstanden. Es gibt amerikanische Gelehrte, die das nicht mögen, weil sie denken, dass die von den Deutschen begangenen Kriegsverbrechen weniger schlimm sein werden ", sagte Lilly.

    Dies erfordert Gebhardts Einstellung zu seiner Arbeit, die lediglich das Grauen solcher Aktionen im Krieg entlarven soll. Die Vergewaltigungen "dauerten Jahre, nicht nur im Moment der Eroberung", fügte er hinzu.

    "Sie waren nicht nur Teil der Gewalt, die in den letzten Wochen und Tagen des Krieges stattfand, sondern sie hielten jahrelang an." (2)

    Die schwarzen Staffeln

    Götz Aly, ein bekannter Historiker, warf den alliierten schwarzen Soldaten systematische Vergewaltigung deutscher Frauen im Zweiten Weltkrieg vor. Als Autor des Buches "Hitlers Nutznießer" äußerte er sich während einer Pressekonferenz auf der Ausstellung "Dritte Welt im Zweiten Weltkrieg" in Berlin über die Rolle Tausender Afrikaner und Asiaten bei der Niederlage Nationalsozialismus.

    Obwohl sie zum Vortrag eingeladen wurde, lehnte Aly die von ihm als "politisch korrekt" bezeichnete Version der Geschichte ab und argumentierte, dass Menschen aus kolonisierten Ländern tatsächlich ein "Parallelinteresse" mit den Nationalsozialisten hätten, imperialistische Nationen wie England und Frankreich zu besiegen.

    Bataillone der schwarzen Armee-Männer Amerikaner verbündet in der Normandie im Jahre 1944

    Er verglich das Verhalten britischer und französischer schwarzer Soldaten mit den berüchtigten Massenvergewaltigungen der Russen in Ostdeutschland und Berlin.

    "Jede Stadt im Südwesten Deutschlands kann Vergewaltigungsgeschichten von schwarzen Soldaten erzählen , die systematisch nichts anderes als Russen haben", sagte Aly.

    Er beschrieb auch schwarze Soldaten, britische Asiaten und Franzosen als "unfreie Befreier", deren Beitrag zur Niederlage Hitlers daher nicht gefeiert werden sollte.

    Vergewaltigung war im Herbst in Deutschland üblich, aber Historiker sind sich einig, dass die Rote Armee für die überwiegende Mehrheit des sexuellen Missbrauchs verantwortlich ist.

    Dennis Goodwin, Präsident der Veteranenvereinigung des Ersten Weltkriegs, der auch für andere Veteranen spricht - und selbst ein Veteran Birmas während des Zweiten Weltkriegs -, sagte, Alys Aussagen machten keinen Sinn.

    "Es gibt keinen Vergleich mit den Russen, die offen damit prahlen. Es gibt viele Historiker, die sich dieser Ansicht widersetzen würden. Ich kann nicht für Franzosen oder Amerikaner sprechen, aber es gab keine britischen schwarzen Bataillone in Deutschland " , sagte er.

    Aly in "Hitlers Nutznießer" argumentiert, dass die deutschen Nationalsozialisten Waren, die Juden entnommen und europäische Länder erobert wurden, gerecht verteilt hätten. (16)

    Vergewaltigungen innerhalb der US-Armee sind heute an der Tagesordnung
    Eine Frau auf dem Schlachtfeld zu sein, ist oft gefährlicher als der Feind zu sein. Der amerikanische Dokumentarfilm "The Invisible War" zeigt Aussagen von 100 Frauen, die Opfer von Vergewaltigungen in der Kaserne der US-Armee wurden.
    Die verschiedenen Frauen wurden von ihren Kollegen und / oder Vorgesetzten vergewaltigt. Allein 1991, vor fast zwei Jahrzehnten, schätzte der US-Kongress dem Dokumentarfilm zufolge, dass bis dahin 200.000 Frauen beim US-Militär sexuell missbraucht worden waren.
    Aber das sind die Zahlen der Frauen, die die Beschwerde einreichen konnten. Bei fast allen Opfern wurde ihre Position bedroht, wenn sie versuchten, die Verbrechen zu melden. Rechtsanwältin Susan Burke, eine der Quellen in der Dokumentation, sagt, dass sie "wiederholt der Vergewaltigung der Soldaten zugehört hat, mag eine schlechte Sache sein, aber wissen Sie, was schlimmer ist? Erhalten Sie eine professionelle Vergeltung in Ihrer gewählten Karriere.Einfach, weil sie vergewaltigt wurden. "
    "Selbst mit der Vergewaltigungsausrüstung und allem anderen und mit meinem Freund, der meinen Angreifer gefangen hat, wollten sie mir immer noch nicht glauben, als ich mich gemeldet habe", sagt Christina Jones.
    Vergewaltigung macht es schwierig, psychische und physische Zeichen zu heilen. Kori Cioca war Teil der amerikanischen Küstenwache, als sie von ihrem Vorgesetzten vergewaltigt wurde. Ihr Gesicht war während der Tat so verletzt, dass sie bis heute Komplikationen im Kiefer hat und jahrelang nur von Gelatine, Püree, Kartoffeln und geschlagenen Lebensmitteln lebt, weil sie keinerlei Lebensmittel mehr kauen kann.
    Kriege sind Zeiten, in denen jeder sehr leidet. Ob Frauen, Männer, Kinder oder Tiere. Aber das Verbrechen der Vergewaltigung ist eine tägliche und unfaire Schlacht, in der der Feind immer unbekannt ist und der Angriff normalerweise unerwartet ist. (3)
     
     
     
     
     
     
     
    HINWEISE UND REFERENZEN:
     
    (1) - BBC Brazil: "70 Jahre nach Kriegsende ist kollektive Vergewaltigung von Deutschen immer noch wenig bekannt", 8. Mai 2015. (Verfügbar unter: http://www.bbc.com/english/noticias/ 2015/05 / 150508_estupro_berlim_segunda_guerra_fn ). Abgerufen am 10. Februar 2018.
     
    (2) - Der Ort: "Verbündete vergewaltigten fast 1 Million Deutsche: Akademiker", 5. März 2015. (Verfügbar unter: https://www.thelocal.de/20150305/book-world-war-ii-allied-soldiers (fast 1-mil-Deutsche ). Abgerufen am 10. Februar 2018.
     
    (3) - Praktische Studie: "Vergewaltigungsverbrechen im Zweiten Weltkrieg und in der amerikanischen Armee".Verfügbar unter: ( https://www.estudopratico.com.br/crimes-de-estupro-na-segunda-guerra-mundial-e-dentro-do-exercito-americano/ ). Abgerufen am 10. Februar 2018.
     
    (4) - Kongressprotokoll, Senat, Washington, 4. Dezember 1945, S. 11374, in: Alfred M. de Zayas: Die Anglo-Amerikaner und die Vertreibung der Deutschen, Ullstein, 1988, S. 87.
     
    Original: [...] Väter und Gatten [...] Väter und Gatten [...] Väter und Gatten [...] Väter und Gatten [...] Väter und Gatten (Väter und Gatten) , die versuchten, die Frauen zu schützen, wurden erschossen, und Mädchen, die zu viel Wiederstand leisteten, wurden ebenfalls ermordet " )
     
    (5) - Norman M. Naimark Die Russen in Deutschland, 1997, ISBN 3549055994
     
    (6) - Anonyma, Eine Frau in Berlin-Tagebuchaufzeichnungen vom 20. April bis zum 22. Juni 1945, Berlin 2005, ISBN 3-44273-216-6.
     
    (7) -Vgl. Ingo von Münch, "Frau, komm!", AaO, S. 10-15.
     
    (8) - Helke Sander / Barbara Johr: BeFreier und Befreite, Fischer, Frankfurt 2005
     
    (9) - Seidler / Zayas: Kriegsverbrechen in Europa und im Nahen Osten im 20. Jahrhundert, Mittler, Hamburg Berlin Bonn 2002
     
    (10) - Naimark. Die Russen in Deutschland, p. 79
     
    (11) - Bundesarchiv / Militärarchiv Freiburg Akten Fremde Heere Ost Bestand H3, Bd. 483, 657, 665, 667, 690 Bundesarchiv Koblenz Ostdokumentensammlung Ost-Dok. 2 Nr. 8,13,14; Ost-Dok. 2/51, 2/77, 2/96
     
    (12) - Archiv der Charité und Landesarchiv Berlin
     
    (13) - Helke Sander / Barbara Johr: BeFreier und Befreite, Fischer, Frankfurt 2005
    (14) - Seidler / Zayas: Kriegsverbrechen in Europa und im Nahen Osten im 20. Jahrhundert, Mittler, Hamburg Berlin Bonn 2002
     
    (15) - Naimark. Die Russen in Deutschland, p. 79 

    (16) - The Telegraph: "Mahatma Gandhi" war eine der Behauptungen des deutschen Historikers "bester Freund der Nazis", 4. September 2009. Verfügbar unter: http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/ europe / germany / 6140002 / Mahatma-Gandhi-war-einer-der-Nazis-größten-Freunde-deutscher-Historiker.html ) . Abgerufen am 10. Februar 2018.
     
     
     
     
     
     
      
    BIBLIOGRAPHIE:
     
     
    Helke Sander und Barbara Johr, BeFreier und Befreite. Krieg, Vergewaltigung, Kinder, Fischer Taschenbuch Verlag (2005), ISBN 3-596-16305-6
     
    G. Reichling, Die deutschen Vertriebenen in Zahlen, Bonn 1986, 1989
     
    Heinz Nawratil: 44. Massenvergewaltigungen bei der Besetzung Ostdeutschlands durch die Rote Armee. In: Franz W. Seidler, Alfred M. de Zayas, Kriegsverbrechen in Europa und im Nahen Osten im 20. Jahrhundert. Mittler, Hamburg 2002, ISBN 3-8132-0702-1, S. 121-123
     
    Auszug aus Hitchcocks Der Kampf um Europa 
     
     
     
     
     
     
     
    Siehe auch: 

    (Dokumentarfilm) Hellstorm - Gräueltaten der Alliierten im Zweiten Weltkrieg in Deutschland 
     
     
     
     
     
     
     

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    Andre Marques





    Der 1993 in Fortaleza geborene Brasilianer hat einen Bachelor-Abschluss in Rechtswissenschaften der Universität von Fortaleza. Er verfügt über autonome Kenntnisse in den Bereichen Wirtschaft, Politik und Amateurgeschichte mit Schwerpunkt auf nichtkonventionellen Fächern oder vom offiziellen Akademismus verachtet.

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  •     Süddeutsche Zeitung  "So dachten die Sieger"
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  •     Freie Presse  "Ein Rotarmist in Berlin"
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  •     Nordkurier  "Tagebuch, Briefe und Erinnerungen"
  •     Ostthüringer Zeitung  "An den Rand geschrieben"
  •     Potsdamer Neueste Nachrichten  "Hier gibt es Mädchen"
  •     NDR Info. Forum Zeitgeschichte "Features und Hintergründe"
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  •     Webwecker-bielefeld  "Aufzeichnungen eines Rotarmisten"
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  •     Neue Osnabrücker Zeitung  "Weder Brutalbesatzer noch ein Held"
  •     Thüringische Landeszeitung  "Vom Alltag im Land der Besiegten"
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  •     Deutschland Archiv: Zeitschrift für das vereinigte Deutschland "Betrachtungen eines Aussenseiters"
  •     Neue Gesellschaft/Frankfurter Hefte  "Von Siegern und Besiegten"
  •     Deutsch-Russisches Museum Berlin-Karlshorst "Deutschland-Tagebuch 1945-1946. Aufzeichnungen eines Rotarmisten"
  •     Online Rezensionen. Die Literaturdatenbank
  •     Literaturkritik  "Ein siegreicher Rotarmist"
  •     RBB Kulturradio  "Ein Rotarmist in Berlin"
  •     Українська правда  "Нульовий варiант" для ветеранiв вiйни / Комсомольская правда "Нулевой вариант" для ветеранов войны"
  •     Dagens Nyheter. "Sovjetsoldatens dagbok. Hoppfull läsning trots krigets grymheter"
  •     Ersatz  "Tysk dagbok 1945-46 av Vladimir Gelfand"
  •     Borås Tidning  "Vittnesmåil från krigets inferno"
  •     Sundsvall (ST)  "Solkig skildring av sovjetisk soldat frеn det besegrade Berlin"
  •     Helsingborgs Dagblad  "Krigsdagbok av privat natur"
  •     2006 Bradfor  "Conference on Contemporary German Literature"
  •     Spring-2005/2006/2016 Foreign Rights, German Diary 1945-1946
  •     Flamman / Ryska Posten "Dagbok kastar tvivel över våldtäktsmyten"
  •     INTERPRES "DAGBOG REJSER TVIVL OM DEN TYSK-REVANCHISTISKE “VOLDTÆGTSMYTE”
  •     Expressen  "Kamratliga kramar"
  •     Expressen Kultur  "Under våldets täckmantel"
  •     Lo Tidningen  "Krigets vardag i röda armén"
  •     Tuffnet Radio  "Är krigets våldtäkter en myt?"
  •     Norrköpings Tidningar  "En blick från andra sidan"
  •     Expressen Kultur  "Den enda vägens historia"
  •     Expressen Kultur  "Det totalitära arvet"
  •     Allehanda  "Rysk soldatdagbok om den grymma slutstriden"
  •     Ryska Posten  "Till försvar för fakta och anständighet"
  •     Hugin & Munin  "En rödarmist i Tyskland"
  •     Theater "Das deutsch-russische Soldatenwörtebuch" / Театр  "Русско-немецкий солдатский разговорник"
  •     SWR2 Radio "Journal am Mittag"
  •     Berliner Zeitung  "Dem Krieg den Krieg erklären"
  •     Die Tageszeitung  "Mach's noch einmal, Iwan!"
  •     The book of Paul Steege: "Black Market, Cold War: Everyday Life in Berlin, 1946-1949"
  •     Телеканал РТР "Культура"  "Русско-немецкий солдатский разговорник"
  •     Аргументы и факты  "Есть ли правда у войны?"
  •     RT "Russian-German soldier's phrase-book on stage in Moscow"
  •     Утро.ru  "Контурная карта великой войны"
  •     Телеканал РТР "Культура":  "Широкий формат с Ириной Лесовой"
  •     Museum Berlin-Karlshorst  "Das Haus in Karlshorst. Geschichte am Ort der Kapitulation"
  •     Das Buch von Roland Thimme: "Rote Fahnen über Potsdam 1933 - 1989: Lebenswege und Tagebücher"
  •     Das Buch von Bernd Vogenbeck, Juliane Tomann, Magda Abraham-Diefenbach: "Terra Transoderana: Zwischen Neumark und Ziemia Lubuska"
  •     Das Buch von Sven Reichardt & Malte Zierenberg: "Damals nach dem Krieg Eine Geschichte Deutschlands - 1945 bis 1949" 
  •     Lothar Gall & Barbara Blessing: "Historische Zeitschrift Register zu Band 276 (2003) bis 285 (2007)"
  •     Kollektives Gedächtnis "Erinnerungen an meine Cousine Dora aus Königsberg"
  •     Das Buch von Ingeborg Jacobs: "Freiwild: Das Schicksal deutscher Frauen 1945"
  •     Закон i Бiзнес "Двічі по двісті - суд честі"
  •     Радио Свобода "Красная армия. Встреча с Европой"
  •     DEP "Stupri sovietici in Germania (1944-45)"
  •     Дніпропетровський національний історичний музей ім. Яворницького "Музей і відвідувач: методичні розробки, сценарії, концепції. Листи з 43-го"
  •     Explorations in Russian and Eurasian History "The Intelligentsia Meets the Enemy: Educated Soviet Officers in Defeated Germany, 1945"
  •     DAMALS "Deutschland-Tagebuch 1945-1946"
  •     Das Buch von Pauline de Bok: "Blankow oder Das Verlangen nach Heimat"  
  •     Das Buch von Ingo von Münch: "Frau, komm!": die Massenvergewaltigungen deutscher Frauen und Mädchen 1944/45"
  •     Das Buch von Roland Thimme: "Schwarzmondnacht: Authentische Tagebücher berichten (1933-1953). Nazidiktatur - Sowjetische Besatzerwillkür"
  •     История государства "Миф о миллионах изнасилованных немок"
  •     Das Buch Alexander Häusser, Gordian Maugg: "Hungerwinter: Deutschlands humanitäre Katastrophe 1946/47"
  •     Heinz Schilling: "Jahresberichte für deutsche Geschichte: Neue Folge. 60. Jahrgang 2008"
  •     Jan M. Piskorski "WYGNAŃCY: Migracje przymusowe i uchodźcy w dwudziestowiecznej Europie"
  •     Deutschlandradio "Heimat ist dort, wo kein Hass ist"
  •     Journal of Cold War Studies "Wladimir Gelfand, Deutschland-Tagebuch 1945–1946: Aufzeichnungen eines Rotarmisten"
  •     ЛЕХАИМ "Евреи на войне. Солдатские дневники"
  •     Частный Корреспондент "Победа благодаря и вопреки"
  •     Перспективы "Сексуальное насилие в годы Второй мировой войны: память, дискурс, орудие политики"
  •     Радиостанция Эхо Москвы & RTVi "Не так" с Олегом Будницким: Великая Отечественная - солдатские дневники"
  •     Books Llc "Person im Zweiten Weltkrieg /Sowjetunion/ Georgi Konstantinowitsch Schukow, Wladimir Gelfand, Pawel Alexejewitsch Rotmistrow"
  •     Das Buch von Jan Musekamp: "Zwischen Stettin und Szczecin - Metamorphosen einer Stadt von 1945 bis 2005"
  •     Encyclopedia of safety "Ladies liberated Europe in the eyes of Russian soldiers and officers (1944-1945 gg.)"
  •     Азовские греки "Павел Тасиц"
  •     Newsland "СМЯТЕНИЕ ГРОЗНОЙ ОСЕНИ 1941 ГОДА"
  •     Вестник РГГУ "Болезненная тема второй мировой войны: сексуальное насилие по обе стороны фронта"
  •     Das Buch von Jürgen W. Schmidt: "Als die Heimat zur Fremde wurde"
  •     ЛЕХАИМ "Евреи на войне: от советского к еврейскому?"
  •     Gedenkstätte/ Museum Seelower Höhen "Die Schlacht"
  •     The book of Frederick Taylor "Exorcising Hitler: The Occupation and Denazification of Germany"
  •     Огонёк "10 дневников одной войны"
  •     The book of Michael Jones "Total War: From Stalingrad to Berlin"
  •     Das Buch von Frederick Taylor "Zwischen Krieg und Frieden: Die Besetzung und Entnazifizierung Deutschlands 1944-1946"
  •     WordPress.com "Wie sind wir Westler alt und überklug - und sind jetzt doch Schmutz unter ihren Stiefeln"
  •     Олег Будницкий: "Архив еврейской истории" Том 6. "Дневники"
  •     Åke Sandin "Är krigets våldtäkter en myt?"
  •     Michael Jones: "El trasfondo humano de la guerra: con el ejército soviético de Stalingrado a Berlín"
  •     Das Buch von Jörg Baberowski: "Verbrannte Erde: Stalins Herrschaft der Gewalt"
  •     Zeitschrift fur Geschichtswissenschaft "Gewalt im Militar. Die Rote Armee im Zweiten Weltkrieg"
  •     Ersatz-[E-bok] "Tysk dagbok 1945-46"
  •     The book of Michael David-Fox, Peter Holquist, Alexander M. Martin: "Fascination and Enmity: Russia and Germany as Entangled Histories, 1914-1945"
  •     Елена Сенявская "Женщины освобождённой Европы глазами советских солдат и офицеров (1944-1945 гг.)"
  •     The book of Raphaelle Branche, Fabrice Virgili: "Rape in Wartime (Genders and Sexualities in History)"
  •     БезФорматаРу "Хоть бы скорей газетку прочесть"
  •     ВЕСТНИК "Проблемы реадаптации студентов-фронтовиков к учебному процессу после Великой Отечественной войны"
  •     Все лечится "10 миллионов изнасилованных немок"
  •     Симха "Еврейский Марк Твен. Так называли Шолома Рабиновича, известного как Шолом-Алейхем"
  •     Annales: Nathalie Moine "La perte, le don, le butin. Civilisation stalinienne, aide étrangère et biens trophées dans l’Union soviétique des années 1940"
  •     Das Buch von Beata Halicka "Polens Wilder Westen. Erzwungene Migration und die kulturelle Aneignung des Oderraums 1945 - 1948"
  •     Das Buch von Jan M. Piskorski "Die Verjagten: Flucht und Vertreibung im Europa des 20. Jahrhundert"
  •     "آسو  "دشمن هرگز در نمی‌زن
  •     Уроки истории. ХХ век. Гефтер. "Антисемитизм в СССР во время Второй мировой войны в контексте холокоста"
  •     Ella Janatovsky "The Crystallization of National Identity in Times of War: The Experience of a Soviet Jewish Soldier"
  •     Word War II Multimedia Database "Borgward Panzerjager At The Reichstag"  
  •     Всеукраинский еженедельник Украина-Центр "Рукописи не горят"
  •     Bücher / CD-s / E-Book von Niclas Sennerteg "Nionde arméns undergång: Kampen om Berlin 1945"
  •     Das Buch von Michaela Kipp: "Großreinemachen im Osten: Feindbilder in deutschen Feldpostbriefen im Zweiten Weltkrieg"
  •     Петербургская газета "Женщины на службе в Третьем Рейхе"
  •     Володимир Поліщук "Зроблено в Єлисаветграді"
  •     Deutsch-Russisches Museum Berlin-Karlshorst. Katalog zur Dauerausstellung / Каталог постоянной экспозиции
  •     Clarissa Schnabel "The life and times of Marta Dietschy-Hillers"
  •     Alliance for Human Research Protection "Breaking the Silence about sexual violence against women during the Holocaust"
  •     Еврейский музей и центр толерантности. Группа по работе с архивными документами 
  •     Эхо Москвы "ЦЕНА ПОБЕДЫ: Военный дневник лейтенанта Владимира Гельфанда"
  •     Bok / eBok: Anders Bergman & Emelie Perland "365 dagar: Utdrag ur kända och okända dagböcker"
  •     РИА Новости "Освободители Германии"
  •     Das Buch von Jan M. Piskorski  "Die Verjagten: Flucht und Vertreibung im Europa des 20. Jahrhundert"
  •     Das Buch von Miriam Gebhardt "Als die Soldaten kamen: Die Vergewaltigung deutscher Frauen am Ende des Zweiten Weltkriegs"
  •     Petra Tabarelli "Vladimir Gelfand"
  •     Das Buch von Martin Stein "Die sowjetische Kriegspropaganda 1941 - 1945 in Ego-Dokumenten"
  •     The German Quarterly "Philomela’s Legacy: Rape, the Second World War, and the Ethics of Reading"
  •     MAZ LOKAL "Archäologische Spuren der Roten Armee in Brandenburg"
  •     Deutsches Historisches Museum "1945 – Niederlage. Befreiung. Neuanfang. Zwölf Länder Europas nach dem Zweiten Weltkrieg"
  •     День за днем "Дневник лейтенанта Гельфанда"
  •     BBC News "The rape of Berlin" / BBC Mundo / BBC O`zbek  / BBC Brasil / BBC فارْسِى "تجاوز در برلین"
  •     Echo24.cz "Z deníku rudoarmějce: Probodneme je skrz genitálie"
  •     The Telegraph "The truth behind The Rape of Berlin"
  •     BBC World Service "The Rape of Berlin"
  •     ParlamentniListy.cz "Mrzačení, znásilňování, to všechno jsme dělali. Český server připomíná drsné paměti sovětského vojáka"
  •     WordPress.com "Termina a Batalha de Berlim"
  •     Dnevnik.hr "Podignula je suknju i kazala mi: 'Spavaj sa mnom. Čini što želiš! Ali samo ti"                  
  •     ilPOST "Gli stupri in Germania, 70 anni fa"
  •     上 海东方报业有限公司 70年前苏军强奸了十万柏林妇女?很多人仍在寻找真相
  •     연합뉴스 "BBC: 러시아군, 2차대전때 독일에서 대규모 강간"
  •     Telegraf "SPOMENIK RUSKOM SILOVATELJU: Nemci bi da preimenuju istorijsko zdanje u Berlinu?"
  •    Múlt-kor "A berlini asszonyok küzdelme a szovjet erőszaktevők ellen"
  •     Noticiasbit.com "El drama oculto de las violaciones masivas durante la caída de Berlín"
  •     Museumsportal Berlin "Landsberger Allee 563, 21. April 1945"
  •     Caldeirão Político "70 anos após fim da guerra, estupro coletivo de alemãs ainda é episódio pouco conhecido"
  •     Nuestras Charlas Nocturnas "70 aniversario del fin de la II Guerra Mundial: del horror nazi al terror rojo en Alemania"
  •     W Radio "El drama oculto de las violaciones masivas durante la caída de Berlín"
  •     La Tercera "BBC: El drama oculto de las violaciones masivas durante la caída de Berlín"
  •     Noticias de Paraguay "El drama de las alemanas violadas por tropas soviéticas hacia el final de la Segunda Guerra Mundial"
  •     Cnn Hit New "The drama hidden mass rape during the fall of Berlin"
  •     Dân Luận "Trần Lê - Hồng quân, nỗi kinh hoàng của phụ nữ Berlin 1945"
  •     Český rozhlas "Temná stránka sovětského vítězství: znásilňování Němek"
  •     Historia "Cerita Kelam Perempuan Jerman Setelah Nazi Kalah Perang"
  •     G'Le Monde "Nỗi kinh hoàng của phụ nữ Berlin năm 1945 mang tên Hồng Quân"
  •     Эхо Москвы "Дилетанты. Красная армия в Европе"
  •     Der Freitag "Eine Schnappschussidee"
  •     باز آفريني واقعيت ها  "تجاوز در برلین"
  •     Quadriculado "O Fim da Guerra e o início do Pesadelo. Duas narrativas sobre o inferno"    
  •     Majano Gossip "PER NON DIMENTICARE... LE PORCHERIE COMUNISTE!!!"
  •     Constantin Film "Anonyma - Eine Frau in Berlin. Materialien zum Film"
  •     Русская Германия "Я прижал бедную маму к своему сердцу и долго утешал"
  •     Das Buch von Nicholas Stargardt "Der deutsche Krieg: 1939 - 1945"    
  •     The book of Nicholas Stargardt "The German War: A Nation Under Arms, 1939–45"    
  •     The book of Nicholas Stargardt "The German War: A Nation Under Arms, 1939–45"    
  •     Das Buch "Владимир Гельфанд. Дневник 1941 - 1946"
  •     BBC Русская служба "Изнасилование Берлина: неизвестная история войны" / BBC Україна "Зґвалтування Берліна: невідома історія війни"
  •     Virtual Azərbaycan "Berlinin zorlanması"
  •     Гефтер. "Олег Будницкий: «Дневник, приятель дорогой!» Военный дневник Владимира Гельфанда"
  •     Гефтер "Владимир Гельфанд. Дневник 1942 года"
  •     BBC Tiếng Việt "Lính Liên Xô 'hãm hiếp phụ nữ Đức'"
  •     Эхо Москвы "ЦЕНА ПОБЕДЫ: Дневники лейтенанта Гельфанда"
  •     Renato Furtado "Soviéticos estupraram 2 milhões de mulheres alemãs, durante a Guerra Mundial"
  •     Вера Дубина "«Обыкновенная история» Второй мировой войны: дискурсы сексуального насилия над женщинами оккупированных территорий"
  •     Еврейский музей и центр толерантности "Презентация книги Владимира Гельфанда «Дневник 1941-1946»"
  •     Еврейский музей и центр толерантности "Евреи в Великой Отечественной войне"
  •     Сидякин & Би-Би-Си. Драма в трех действиях. "Атака"
  •     Сидякин & Би-Би-Си. Драма в трех действиях. "Бой"
  •     
  •     Сидякин & Би-Би-Си. Драма в трех действиях. "Победа"
  •     Сидякин & Би-Би-Си. Драма в трех действиях. Эпилог
  •     Труд "Покорность и отвага: кто кого?"
  •     Издательский Дом «Новый Взгляд» "Выставка подвига"
  •     Katalog NT "Выставка "Евреи в Великой Отечественной войне " - собрание уникальных документов"
  •     Вести "Выставка "Евреи в Великой Отечественной войне" - собрание уникальных документов"
  •     Радио Свобода "Бесценный графоман"
  •     Вечерняя Москва "Еще раз о войне"
  •     РИА Новости "Выставка про евреев во время ВОВ открывается в Еврейском музее"
  •     Телеканал «Культура» Выставка "Евреи в Великой Отечественной войне" проходит в Москве
  •     Россия HD "Вести в 20.00"
  •     GORSKIE "В Москве открылась выставка "Евреи в Великой Отечественной войне"
  •     Aгентство еврейских новостей "Евреи – герои войны"
  •     STMEGI TV "Открытие выставки "Евреи в Великой Отечественной войне"
  •     Национальный исследовательский университет Высшая школа экономики "Открытие выставки "Евреи в Великой Отечественной войне"
  •     Независимая газета "Война Абрама"
  •     Revista de Historia "El lado oscuro de la victoria aliada en la Segunda Guerra Mundial"
  •     Лехаим "Война Абрама"
  •     Libertad USA "El drama de las alemanas: violadas por tropas soviéticas en 1945 y violadas por inmigrantes musulmanes en 2016"
  •     НГ Ex Libris "Пять книг недели"
  •     Брестский Курьер "Фамильное древо Бреста. На перекрестках тех дорог…"
  •     Полит.Ру "ProScience: Олег Будницкий о народной истории войны"
  •     Олена Проскура "Запiзнiла сповiдь"
  •     Полит.Ру "ProScience: Возможна ли научная история Великой Отечественной войны?"
  •     Das Buch "Владимир Гельфанд. Дневник 1941 - 1946"
  •     Ahlul Bait Nabi Saw "Kisah Kelam Perempuan Jerman Setelah Nazi Kalah Perang"
  •     北京北晚新视觉传媒有限公司 "70年前苏军强奸了十万柏林妇女?"
  •     Преподавание истории в школе "«О том, что происходило…» Дневник Владимира Гельфанда"
  •     Вестник НГПУ "О «НЕУБЕДИТЕЛЬНЕЙШЕЙ» ИЗ ПОМЕТ: (Высокая лексика в толковых словарях русского языка XX-XXI вв.)"
  •     Archäologisches Landesmuseum Brandenburg "Zwischen Krieg und Frieden" / "Между войной и миром"
  •     Российская газета "Там, где кончается война"
  •     Народный Корреспондент "Женщины освобождённой Европы глазами советских солдат: правда про "2 миллиона изнасилованых немок"
  •     Fiona "Военные изнасилования — преступления против жизни и личности"
  •     军情观察室 "苏军攻克柏林后暴行妇女遭殃,战争中的强奸现象为什么频发?"
  •     Независимая газета "Дневник минометчика"
  •     Независимая газета "ИСПОДЛОБЬЯ: Кризис концепции"
  •     Olhar Atual "A Esquerda a história e o estupro"
  •     The book of Stefan-Ludwig Hoffmann, Sandrine Kott, Peter Romijn, Olivier Wieviorka "Seeking Peace in the Wake of War: Europe, 1943-1947"
  •     Steemit "Berlin Rape: The Hidden History of War"
  •     Estudo Prático "Crimes de estupro na Segunda Guerra Mundial e dentro do exército americano"
  •     Громадське радіо "Насильство над жінками під час бойових дій — табу для України"
  •     InfoRadio RBB "Geschichte in den Wäldern Brandenburgs"
  •     "شگفتی های تاریخ است "پشت پرده تجاوز به زنان برلینی در پایان جنگ جهانی دوم
  •     Hans-Jürgen Beier gewidmet "Lehren – Sammeln – Publizieren"
  •     The book of Miriam Gebhardt "Crimes Unspoken: The Rape of German Women at the End of the Second World War"
  •     Русский вестник "Искажение истории: «Изнасилованная Германия»"
  •     凯迪 "推荐《柏林女人》与《五月四日》影片"
  •     Vix "Estupro de guerra: o que acontece com mulheres em zonas de conflito, como Aleppo?"
  •     Universidad del Bío-Bío "CRÍMENES DE GUERRA RUSOS EN LA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1940-1945)"
  •     企业头条 "柏林战役后的女人"
  •     Sántha István "A front emlékezete"
  •     腾讯公司& nbsp; "二战时期欧洲, 战胜国对战败国的十万妇女是怎么处理的!"
  •     El Nuevo Accion "QUE LE PREGUNTEN A LAS ALEMANAS VIOLADAS POR RUSOS, NORTEAMERICANOS, INGLESES Y FRANCESES"
  •     Periodismo Libre "QUE LE PREGUNTEN A LAS ALEMANAS VIOLADAS POR RUSOS, NORTEAMERICANOS, INGLESES Y FRANCESES"
  •     DE Y.OBIDIN "Какими видели европейских женщин советские солдаты и офицеры (1944-1945 годы)?"
  •     歷史錄 "近1萬女性被強姦致死,女孩撩開裙子說:不下20個男人戳我這兒"
  •     Cyberpedia "Проблема возмездия и «границы ненависти» у советского солдата-освободителя"
  •     NewConcepts Society "Можно ли ставить знак равенства между зверствами гитлеровцев и зверствами советских солдат?"
  •     搜狐 "二战时期欧洲,战胜国对战败国的妇女是怎么处理的"
  •     Ranker "14 Shocking Atrocities Committed By 20th Century Communist Dictatorships"
  •     Эхо Москвы "Дилетанты. Начало войны. Личные источники"
  •     Журнал "Огонёк" "Эго прошедшей войны"
  •     Уроки истории. XX век "Книжный дайджест «Уроков истории»: советский антисемитизм"
  •     Свободная Пресса "Кто кого насиловал в Германии"
  •     Озёрск.Ru "Война и немцы"
  •     Імекс-ЛТД "Історичний календар Кіровоградщини на 2018 рік. Люди. Події. Факти"
  •     יד ושם - רשות הזיכרון לשואה ולגבורה "Vladimir Gelfand"
  •     Atchuup! "Soviet soldiers openly sexually harass German woman in Leipzig after WWII victory, 1945"
  •     Книга Мириам Гебхардт "Когда пришли солдаты. Изнасилование немецких женщин в конце Второй мировой войны"
  •     Coffe Time "Женщины освобождённой"
  •     Дилетант "Цена победы. Военный дневник лейтенанта Владимира Гельфанда"
  •     Feldgrau.Info - Bоенная история "Подборка"
  •     Вечерний Брест "В поисках утраченного времени. Солдат Победы Аркадий Бляхер. Часть 9. Нелюбовь"
  •     Аргументы недели "Всю правду знает только народ. Почему фронтовые дневники совсем не похожи на кино о войне"
  •     VietInfo "Hồng quân, Nỗi kinh hoàng của phụ nữ Berlin năm 1945"
  •     Книга: Виталий Дымарский, Владимир Рыжков "Лица войны"
  •     Dozor "Про День Перемоги в Кіровограді, фейкових ветеранів і "липове" примирення"
  •     The book of Harriet Murav, Gennady Estraikh "Soviet Jews in World War II: Fighting, Witnessing, Remembering"
  •     TARINGA! "Las violaciones masivas durante la caída de Berlín"
  •     ВолиньPost "Еротика та війна: спогади про Любомль 1944 року"
  •     Anews "Молодые воспринимают войну в конфетном обличии"
  •     RTVi "«Война эта будет дикая». Что писали 22 июня 1941 года в дневниках"
  •     Tribun Manado "Nasib Kelam Perempuan Jerman Usai Nazi Kalah, Gadis Muda, Wanita Tua dan Hamil Diperkosa Bergantian"
  •     The book of Elisabeth Krimmer "German Women's Life Writing and the Holocaust: Complicity and Gender in the Second World War"
  •     ViewsBros  "WARTIME VIOLENCE AGAINST WOMEN"
  •     Русская семерка "В чьем плену хуже всего содержались женщины-военные на Второй мировой"
  •     Mail Online "Mass grave containing 1,800 German soldiers who perished at the Battle of Stalingrad is uncovered in Russia - 75 years after WWII's largest confrontation claimed 2 mln lives"
  •     PT. Kompas Cyber Media "Kuburan Massal 1.800 Tentara Jerman Ditemukan di Kota Volgograd"
  •     Công ty Cổ phần Quảng cáo Trực tuyến 24H "Nga: Sửa ống nước, phát hiện 1.800 hài cốt của trận đánh đẫm máu nhất lịch sử"
  •     LGMI News "Pasang Pipa Air, Tukang Temukan Kuburan Masal 1.837 Tentara Jerman"
  •     Quora "¿Cuál es un hecho sobre la Segunda Guerra Mundial que la mayoría de las personas no saben y probablemente no quieren saber?"
  •     Музейний простiр  "Музей на Дніпрі отримав новорічні подарунки під ялинку"
  •     The book of Paul Roland "Life After the Third Reich: The Struggle to Rise from the Nazi Ruins"
  •     O Sentinela "Dois Milhões de Alemãs: O Maior Estupro em Massa da História foi um Crime Aliado-Soviético"    
  •     Stratejik Güvenlik "SAVAŞ DOSYASI : TARİHTEN BİR KARE – 2. DÜNYA SAVAŞI BİTİMİNDE ALMANYA’DA KADINLARA TOPLU TECAVÜZLER"
  •     Агентство новостей «Хакасия-Информ» "Кто остановит шоу Коновалова?"
  •     Das Buch von Kerstin Bischl "Frontbeziehungen: Geschlechterverhältnisse und Gewaltdynamiken in der Roten Armee 1941-1945"
  •     Русская семерка "Красноармейцы или солдаты союзников: кто вызывал у немок больший страх"
  •     History Magazine "Sõjapäevik leitnant Vladimir Gelfand"
  •     theБабель "Український лейтенант Володимир Гельфанд пройшов Другу світову війну від Сталінграда до Берліна"
  •     Znaj.UA "Жорстокі знущання та масові вбивства: злочини Другої світової показали в моторошних кадрах"
  •     Gazeta.ua "Масові вбивства і зґвалтування: жорстокі злочини Другої світової війни у фотографіях"
  •     PikTag "Знали вы о том, что советские солдаты ИЗНАСИЛОВАЛИ бессчетное число женщин по пути к Берлину?"
  •     Kerstin Bischl  "Sammelrezension: Alltagserfahrungen von Rotarmisten und ihr Verhältnis zum Staat"
  •     Конт "Несколько слов о фронтовом дневнике"


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